25/01/2013

Untitled Poem

Ás vezes conseguimos surpreendermo nos a no's proprios..Hoje, encontrei algo que me lembrou a minha infância, ou pelo menos penso que me relembrou desta. Encontrei um texto em que o titulo dizia (escrito por Jacinta nos meados de junho de 2005). nao sei se e' algum plágio, ou se eu escrevi e pedi ao meu irmao para transcrever em ingles, mas a mensagem que transmite, e' mais do que eu alguma vez iria conseguir fazer agora. Não sei o que me levou a escrever isto, nao sei se estava apaixonada, a verdade e' que as palavras me parecem sinceras. Afinal quem era eu em 2005? uma apaixonada, perdida, iludida, não sei.. mas isto mostra que afinal eu ainda sentia amor.

Sometimes you aren’t listening in fact
Or at least you’re not trying
I don’t mean it when I overreact
And if I say “no more”, I’m just lying.
I’ve never understood you quite well
Perhaps my fault… perhaps I can’t
I do love you – that’s all I can tell
Yes, I know I can be wrong
But don’t forget: we’re two in the same song.
Take it easy, baby,
I’m not the only one to blame
How I wished I could talk to you
But you got me wrong…no shame…
I don’t ask you a big deal
‘Cause you ask me just the same.
So, baby, if your love is real
Please, answer me when I call your name
Sometimes you aren’t listening in fact
Or at least you’re not trying
I don’t mean it when I overreact
And if I say “no more”, I’m just lying, just lying
We can argue for hours on end
But when things are once more okay
And we are together again
Life gets so special each day
At night, away from your chest
I can feel you deep in my mind
You’re right, It’s time I can rest,
Our sad past has gone blind
So much we said…with no meaning…
But the love we have for each other
Is the most incredible feeling
We are still too young.
No use playing husband and wife
But I’ll do everything to keep you
‘Cause you’re the one in my life
Let the world fall apart
‘Cause together we shall be
You are the light in my heart
And the destiny is you and me
Now I sing my own love song:
What’s love? Love is you
And if thing go wrong and wrong
Remember my words ‘cause they are true
Sometimes you aren’t listening in fact
Or at least you’re not trying
I don’t mean it when I overreact
And if I say “no more”, I’m just lying, just lying
Lying, lying, lying, lying
We are still too young
No use playing husband and wife
But I’ll do everything to keep you
‘Cause you’re the one in my life
Let the world fall apart
‘Cause together we shall be
You are the light in my heart
And the destiny is you and me
Now I sing my own love song:
What’s love? Love is you
And if thing go wrong
And the end seems so near
Remember my words,
‘Cause they are true, my dear
Sometimes you aren’t listening in fact
Or at least you’re not trying
I don’t mean it when I overreact
And if I say “no more”, don’t trust me
I’m just lying

24/01/2013

Quero-te de corpo e alma, para sempre



“Tu és a minha tábua de salvação”. As palavras de Christian voltaram a assombrar-me. Sim, havia sempre uma esperança. Eu não podia desesperar. As suas palavras ecoaram-me na mente: “Agora sou um acérrimo defensor da gratificação imediata. Carpe Diem, Ana”
                Porque não aproveitou ele o dia?
                “Estou a fazer isto porque encontrei finalmente alguém com quem quero passar o resto da minha vida”
                Fechei os olhos numa prece silenciosa, baloiçando-me suavemente. Por favor não permitas que o resto da sua vida seja assim tão curto. Por favor, por favor. Não tínhamos tido tempo suficiente... precisávamos de mais tempo. Tínhamos feito tanto nas últimas semanas, tínhamos chegado tão longe. Não podia acabar. Todos os nossos momentos de ternura: o batom, o dia em que fizera amor comigo pela primeira vez, no hotel Olympic; o momento em que se oferecera a mim de joelhos; o momento em que eu lhe tocara finalmente.
                “Eu sou o mesmo, Ana. Amo-te e preciso de ti. Toca-me, por favor”
                Oh, eu amava-o tanto. Sem ele eu não seria nada, apenas uma sombra. Toda a luz se eclipsaria. Não, não, não... meu pobre Christian.
                “Eu sou assim, Ana, todo eu... e sou inteiramente teu. O que tenho de fazer para que tu entendas isso, para que tu vejas que te quero de todas as formas possíveis e percebas que te amo?” E eu a ti Cinquenta Sombras.
                Abri os olhos e voltei a olhar para o fogo sem o ver, e as recordações do tempo que passámos juntos sucediam-se na minha mente: a sua alegria infantil ao andarmos de planador e velejarmos; a sua aparência cortês, sofisticada e podre de sexy no baile de máscaras; dançar, sim o dia em que dançáramos ali no apartamento, ao som de Sinatra, rodopiando pela sala; a sua esperança calada e ansiosa, no dia anterior, na casa – aquela vista assombrosa.
                “Colocarei o meu mundo a teus pés, Anastasia. Quero-te de corpo e alma, para sempre”.

                                                                                                                50 Sombras de Grey, Volume II

18/01/2013

Lágrima



Cai uma lágrima. Essa lágrima representa todo o meu passado. Simplesmente já caiu, já não há nada a fazer. Todos aqueles momentos, todos aqueles sentimentos que invadiam o meu corpo sem perdir permissão, todo o descconhecido insistia em dominar-me, tudo isso simplesmente representado por essa lágrima.

15/01/2013

Nojo

   Acordo. Levanto-me e a primeira coisa que vejo sou eu. Olho ao espelho e vejo este corpo, vejo esta pessoa que reconheço como eu e odeio-me.
   Não me vejo apenas como um corpo, vejo cada detalhe de mim, vejo cada canto que me constitui, cada parte minúscula que odeio e que me faz ser quem sou.
   Odeio o que vejo, odeio este corpo em que acordo todos os dias, não há uma única coisa que veja e pense que vale a pena.
   Odeio tudo o que sou, tudo o que represento, tudo o que transmito.
   Personalidade de merda, que me acompanha para todo o lado. Todos os medos, as inseguranças, todas as atitudes, fazem todas parte daquele conjunto de coisas que odeio.
   Acordo todos os dias, saiu à rua com um falso sorriso, tentando sentir-me bem comigo própria mas não consigo. Para quê preservar algo em que nem eu acredito? Tudo o que faço, todas as coisas que me prejudicam, é apenas a minha maneira de tentar acabar com aquilo que já não suporto ver mais, Eu!
   Odeio não conseguir aguentar a pressão, odeio não conseguir manter uma conversa, odeio não conseguir ser o centro das atenções quando é necessário, odeio não conseguir falar e actuar em público, odeio não conseguir orgulhar-me daquilo que faço, odeio ser fraca, odeio não conseguir enfrentar um problema e fugir pelo caminho mais fácil logo que tenha essa chance, odeio não me apegar a ninguém, odeio nunca saber o que fazer, a onde ir, o que dizer, odeio não ser desinibida, odeio não me importar comigo.
   Se nem eu gosto do que vejo, como é que alguém alguma vez pode vir a gostar, como é que alguém alguma vez vai conseguir orgulhar-se de mim?
   O mundo é repleto de gente bem melhor do que eu, em todos os sentidos. Todas as pessoas têm algo que as torna especiais, únicas, memoráveis para alguém. Eu, sou apenas "algo" que anda no mundo, sem direcção e sem destino, alguém que consegue largar tudo e ficar sozinha por tempo indeterminado e nunca sentir algo que a puxe de volta. O que me torna única é apenas o facto de me odeiar.