“Tu és a minha tábua de salvação”.
As palavras de Christian voltaram a assombrar-me. Sim, havia sempre uma
esperança. Eu não podia desesperar. As suas palavras ecoaram-me na mente: “Agora sou um acérrimo defensor da
gratificação imediata. Carpe Diem, Ana”
Porque não aproveitou ele o dia?
“Estou a fazer isto porque encontrei finalmente alguém com quem quero
passar o resto da minha vida”
Fechei os olhos numa prece
silenciosa, baloiçando-me suavemente. Por
favor não permitas que o resto da sua vida seja assim tão curto. Por favor, por
favor. Não tínhamos tido tempo suficiente... precisávamos de mais tempo.
Tínhamos feito tanto nas últimas semanas, tínhamos chegado tão longe. Não podia
acabar. Todos os nossos momentos de ternura: o batom, o dia em que fizera amor
comigo pela primeira vez, no hotel Olympic; o momento em que se oferecera a mim
de joelhos; o momento em que eu lhe tocara finalmente.
“Eu sou o mesmo, Ana. Amo-te e preciso de ti. Toca-me, por favor”
Oh, eu amava-o tanto. Sem ele eu
não seria nada, apenas uma sombra. Toda a luz se eclipsaria. Não, não, não...
meu pobre Christian.
“Eu sou assim, Ana, todo eu... e sou inteiramente teu. O que tenho de
fazer para que tu entendas isso, para que tu vejas que te quero de todas as
formas possíveis e percebas que te amo?” E eu a ti Cinquenta Sombras.
Abri os olhos e voltei a olhar
para o fogo sem o ver, e as recordações do tempo que passámos juntos
sucediam-se na minha mente: a sua alegria infantil ao andarmos de planador e
velejarmos; a sua aparência cortês, sofisticada e podre de sexy no baile de
máscaras; dançar, sim o dia em que dançáramos ali no apartamento, ao som de
Sinatra, rodopiando pela sala; a sua esperança calada e ansiosa, no dia
anterior, na casa – aquela vista assombrosa.
“Colocarei o meu mundo a teus pés, Anastasia. Quero-te de corpo e alma,
para sempre”.
50 Sombras de Grey, Volume II
50 Sombras de Grey, Volume II
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