Corri. Não voltei a olhar para trás, apenas corri. Corri sem
direção, sem destino, corri apenas o mais que consegui, o mais que aguentei,
corri.
Nesse dia senti, mas senti mesmo. Senti a perda, a
desilusão, o fracasso, a inexistência de qualquer esperança. Apenas senti.
Senti tanto que por 5 segundos deixei de sentir o que quer que fosse. Deixei de
sentir o corpo, a voz, a mente, o ar, o bater do coração.
Depois corri. Apenas corri.
Dei por mim aqui, perdida nos pensamentos. Pensamentos que
nunca pensei que existissem. Voltas e voltas e o resultado era sempre o mesmo.
Respiração acelerada, coração a mil e lágrimas sem qualquer
inicio nem fim. Então corri.
Corri sem parar, sem conseguir parar.
Vi-te, sorri. Vi-te e todo o sentimento de felicidade
invadiu o meu corpo. Vi-te e perdi o meu chão, a minha razão. Três minutos,
três sentimentos diferentes.
Vi-te e então corri.
Respiração acelerada, coração a mil e lágrimas sem qualquer
inicio nem fim.
Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez
contei para mim. Corri.
Aquele dia, aquele mês, aquele ano. O inicio, o
desenvolvimento e o fim. Tudo por causa daquele dia, naquele mês, naquele ano,
naquele sitio, e tu.
Hoje vi-te e corri. Corri de mim. Corri tanto que me perdi
de mim. Do que sou, do que quero, do que tenho e do que sonho. Corri e perdi-me
nas incertezas, nos pontos de interrogação, nos sentimentos, do certo e do
errado, do bom e do mau.
Vi-te e corri, e tenho medo de nunca mais me voltar a
encontrar.
Um dia tu viste-me e correste, correste mas nunca te perdeste.
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