Corro por entre um campo cheio de girassóis, o sol brilha, os pássaros cantam, está o dia perfeito. Corro, grito, brinco mas mais importante sorrio. Nunca vi nada tão belo, tão magnífico.
Ao fundo vejo uma sombra e de repente o meu coração acelera, é ele. Alto, robusto, com aqueles braços que são o sonho de qualquer mulher e todas as suas outras qualidades, o olhar intenso, o seu sorriso... Aproxima-se devagar. Ao tempo que o esperava. Pensava que nunca mais voltaria, mas mesmo assim continuava no mesmo sitio à espera. O sítio onde à muito tempo ele me disse: "Pequenina, eu vou voltar e quando voltar espero ver-te assim, a mesma pessoa cheia de vida e de alegria que abandono aqui, neste nosso lugar, neste magnifico campo de girassóis."
Foi difícil vê-lo partir, mas foi ainda mais difícil voltar a vê-lo. Tinha crescido, era agora um Homem. Um homem que eu não conhecia. Mesmo assim o meu coração acelerou. Será o amor intemporal e "inspacial"?
Após tanto tempo distanciados, depois de tanto tempo sem crescermos juntos, sem errarmos e aprendermos juntos, quando o vi senti que ainda o continuava a amar como no dia em que me deixou.
Mas e ele? O que sente aquele desconhecido?
Voltou. Significa que ainda sou minimamente importante na sua vida. Mas e se não for suficiente?
Está quase. Está cada vez mais perto e continuo a ver os seus passos a irem na minha direcção. Estou a tremer, sinto as pernas a vacilar.
Olhou bem para mim e foi ai que percebi, apenas com o seu olhar, ainda havia muito entre nós. O destino ainda não acabou connosco.
Sem comentários:
Enviar um comentário