28/08/2010
Hurts - Illuminated (Música)
Time waits for no one,
So do you want to waste some time,
Oh, oh tonight?
Don't be afraid of tomorrow,
Just take my hand, i'll make it feel so much better tonight
Suddenly my eyes are open,
Everything comes into focus, oh,
We are all illuminated,
Lights are shining on our faces, blinding
Swing me these sorrows,
And try delusion for a while,
It's such a beautiful night,
You've got to lose inhibition,
Romance your ego for a while,
Come on, give it a try
Suddenly my eyes are open,
Everything comes into focus, oh,
We are all illuminated,
Lights are shining on our faces, blinding
We are, we are, blinding,
We are, we are, blinding
Suddenly my eyes are open,
Everything comes into focus, oh,
We are all illuminated,
Lights are shining on our faces, blinding
We are, we are, blinding,
We are, we are, blinding
26/08/2010
Tic Tac
Vejo o tempo a passar ao meu lado. Uma, duas, três vezes, é sempre o mesmo.
Tic Tac, despacha te, o tempo está a acabar.
Tic tac, tic tac.
Vivo cada momento, cada vez mais intensamente. Vejo te aqui, ali, em todo o lado. Um passo e lá estás tu, um sonho e lá estás tu, um sorriso e lá estás tu, outra e outra vez.
Tic tac, tic tac.
Olho-te, e instintivamente desvio o olhar. Olho-te outra vez mas desta vez sorrio, pois sei que não estás a olhar.
Tic tac, estou a perder-te. É agora, tenho de avançar.
Tic tac, tic tac, tic tac, tic tac.
Acabou. Não me consegui mover. Vi-te partir e não disse nada. Simplesmente não fiz nada. Agora nem sequer oiço o tic tac, sei que acabou. Acabou o tempo. Agora já nada muda.
08/08/2010
Apenas um Conto de Fadas =(
Corro por entre um campo cheio de girassóis, o sol brilha, os pássaros cantam, está o dia perfeito. Corro, grito, brinco mas mais importante sorrio. Nunca vi nada tão belo, tão magnífico.
Ao fundo vejo uma sombra e de repente o meu coração acelera, é ele. Alto, robusto, com aqueles braços que são o sonho de qualquer mulher e todas as suas outras qualidades, o olhar intenso, o seu sorriso... Aproxima-se devagar. Ao tempo que o esperava. Pensava que nunca mais voltaria, mas mesmo assim continuava no mesmo sitio à espera. O sítio onde à muito tempo ele me disse: "Pequenina, eu vou voltar e quando voltar espero ver-te assim, a mesma pessoa cheia de vida e de alegria que abandono aqui, neste nosso lugar, neste magnifico campo de girassóis."
Foi difícil vê-lo partir, mas foi ainda mais difícil voltar a vê-lo. Tinha crescido, era agora um Homem. Um homem que eu não conhecia. Mesmo assim o meu coração acelerou. Será o amor intemporal e "inspacial"?
Após tanto tempo distanciados, depois de tanto tempo sem crescermos juntos, sem errarmos e aprendermos juntos, quando o vi senti que ainda o continuava a amar como no dia em que me deixou.
Mas e ele? O que sente aquele desconhecido?
Voltou. Significa que ainda sou minimamente importante na sua vida. Mas e se não for suficiente?
Está quase. Está cada vez mais perto e continuo a ver os seus passos a irem na minha direcção. Estou a tremer, sinto as pernas a vacilar.
Olhou bem para mim e foi ai que percebi, apenas com o seu olhar, ainda havia muito entre nós. O destino ainda não acabou connosco.
04/08/2010
Vida

Percorro um caminho sem fim, uma estrada sem sentido. Olho para um lado e para o outro e só vejo nada. Pergunto para onde me levam, e oiço apenas silêncio. Continuo a caminhar. Caiu, levanto-me, e volto a cair e assim sucessivamente. Mas afinal o que é isto, para onde vou? Agora corro, e a medida que vou avançando começo a ter visões. Vejo uma criança, está feliz. Mas dou mais um passo e agora essa criança cresceu e chora, parece que caiu. Continuo. Vejo mais uma imagem, mas desta vez a criança já era grande mas parece perdida, confusa, sem saber o que fazer. Paro, não quero continuar por aqui, tenho medo. Sento-me e aperto-me bem. Sinto o vento a mover as folhas das árvores, oiço os animais e sinto cada vez mais medo. Apenas quero ir embora. Tirem-me daqui.
Cai uma lágrima e em apenas um segundo começo a chorar sem conseguir parar. Mas eu sou forte, levanto-me, limpo a cara e rapidamente começo novamente a caminhar. Uns passos mais à frente e encontro uma rapariga. Parece-se tanto comigo. Serei eu? Será um espelho? Tento falar com ela mas apenas recebo as minhas palavras de volta. Estou confusa, o que é isto? Desisto dela e começo a correr sem ter a mínima noção para onde estou a ir. Fecho os olhos e deixo-me levar pelo que o me rodeia, já não importa.
De repente acordo. Estou deitada no meu quarto, já é de manha, oiço os pássaros a cantar, o riacho a correr e a luz do sol emana o meu quarta pelas brechas da janela. Afinal não passou de um sonho. Aquele caminho infindável, aquele medo arrebatador. Era apenas um sonho. Qual seria o seu significado?
Agora que penso, aquela menina pequenina era eu. Muito mais nova e inocente, mas eu. E eu cresci, cresci como aconteceu na visão. Mas se aquilo era a minha vida porque parece que cai tantas vezes? E porque motivo nada vi do futuro?
03/08/2010
Eu, Tu, Nós
Estarei eu em negação? Estarei eu a mentir a mim própria?
Eu pensava saber o que queria. Entre a escuridão e a luz, eu escolhia a escuridão. Entre o sozinho e o acompanhado, eu escolhia o sozinho. Entre a tristeza e a felicidade eu sempre escolhi a tristeza, mas ao menos eu sabia o queria, o que me fazia sentir mais eu. Agora eu não sei quem sou. Não me conheço, faço tudo para me tentar enquadrar neste mundo que nunca consegui entender. Eu não sou assim, nunca fui. Afinal quem sou eu? Porque me deixei levar por este mundo sem lutar, sem tentar resistir, afinal eu não gosto no me estou a tornar.
Eu mim tudo gira a volta do vazio. Quero escuridão mas por algum motivo não a consigo ter, quero isolar-me do mundo mas algo em mim não me deixa. Eu acho que és TU. Não me deixas avançar, contigo sempre aqui não consigo me mover. És tu a causa de eu fazer uma coisa e querer outra, de viver o que não devia viver, de escolher aquilo que eu, a rapariga que sempre fui nunca escolheria. Mas porquê? Eu não te quero. Eras tudo e passaste a nada em apenas 5 segundos. Mas e se esse nada ainda magoar mais do que o tudo? Não te compreendo, não me compreendo. Se ao menos pudesse esquecer. Esquecer quem sou para puder voltar a fazer tudo de novo. Provavelmente voltaria a fazer tudo igual, mas saberia que não te queria deixar um "nada". Continuarias um tudo, pelo menos para mim, e talvez assim te conseguisse perceber.
Quem sou eu? Quem és tu? Que somos nós?
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