26/10/2009

Descrição Perfeita


Longe do espaço onde a multidão se acumula, onde nos encontramos rodeadas de estranhos que vemos todos os dias, fugindo dos olhos críticos e das vozes que à nossa volta nos sufocam, estamos agora apenas sentadas, neste lugar. Abstraídas do mundo que nos rodeia, e apesar de toda aquela gente sentimos que mais ninguém está à nossa volta e ficamos aqui congeladas no tempo.
Tentamos esquecer o que está atrás de nós, construções em cimento que conseguem reter um mundo inteiro de conhecimentos, mantermos-nos em silêncio, pensando onde poderíamos estar agora e apenas observamos esta inalcançável Primavera verde, que se torna ainda mais bela perante este magnifico sol quente de Inverno que rasga o céu cinzento espalhando safiras que estavam há muito esquecidas. O único som que ouvimos e' o cantar das aves livres.
Num momento de ilusão, foi como se o sol desaparecesse e aquela árvore, única, maravilhosa, que não perde a sua beleza, apesar de ser como um plebeu entre a realeza, fosse a fonte de luz que iluminava tudo à sua volta.
Ouvindo o som ensurdecedor da campainha, voltámos à realidade. E como dissemos tudo isto foi apenas uma tentativa, porque as vedações que se encontravam à nossa frente nunca deixaram de existir.
E agora voltamos para o centro da multidão, tornando-nos agora os estranhos para alguém que de afasta de tudo isto.
BY: Jacinta e Vanessa Fernandes

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