
Pensava que tinha finalmente descoberto o que era melhor e o que queria para a minha vida. Nestes últimos dias adoptei uma filosofia de vida que até à bem pouco tempo nunca me tinha deixado mal. A única coisa que tinha de fazer era viver o momento, usufruindo-o sem pensar no antes nem no depois. Apenas seguir os meus “desejos”, sem me preocupar com mais nada.
Resultou durante muito tempo. Posso dizer que tive grandes momentos, momentos que nunca teria se continua-se a pensar nos seus prós e nos seus contras. Aproveitei cada momento que pude da melhor maneira que achei no momento. E como se diz: “se uma coisa funciona bem, para quê mudá-la” e por isso mesmo continuei com isto. Mas parece que finalmente chegou a altura de algo mudar.
Embora vá contra todos os princípios que já tinha estipulado para mim, de alguma maneira, conseguiste mudar e confundir toda a minha maneira de pensar e viver.
Em poucos dias passaste daquele com quem passava bons momentos para algo muito mais, comecei a pensar em algo mais para nós, quem sabe no que iria dar. Saber que tu também queres esse algo mais ainda me confunde mais. Agora não só são apenas ideias da minha cabeça como são também desejos teus.
Penso, penso, mas por mais que pense chego sempre á mesma conclusão: eu quero mas cada vez tenho mais receio de um “compromisso” contigo. As minhas inseguranças e as minhas incertezas enchem-me a cabeça impossibilitando-a de dar uma resposta positiva.
"Será que conseguiria mudar e tornar-me nesta nova pessoa com novos princípios e novas preocupações e responsabilidades?"
"Será que conseguirei ultrapassar toda a minha falta de confiança em mim mesma e seguir com isto contigo?"
"Será que conseguirei ultrapassar o “Síndrome de Peter Pan” que me faz parecer intemporalmente uma criança?"
Não sei o que responder a estas questões, não sei o que pensar e mais frustrante, não sei o que fazer e por isso mesmo acabo por te afastar cada vez mais de mim.
A única coisa que sei é que não te quero magoar e se para isso tenho de me afastar ou tenho que continuar a dizer não ao “compromisso” então é isso que irei fazer, por não vale a pena insistir, uma vez mais, numa “causa perdida”.
Só espero que um dia eu consiga deixar de me fazer estas questões idiotas e que consiga finalmente ultrapassar o “Síndrome de Peter Pan”.