Será que vai ser sempre assim, a razão de um lado e eu do outro?
28/07/2010
Infância

Acordo todos os dias com medo. Com medo de perder os melhores momentos da minha infância. Esses momentos. Foram momentos tão importantes para mim que só a possibilidade de os esquecer me assusta.
À medida que as horas passam eu sinto estar a deixa-los cada vez mais atrás. Sinto-me deslocada da minha própria infância, sinto que cada vez me afasto mais desses momentos.
Já não sou a rapariga que era, e acho que acabei por me transformar num monstro, num monstro que eu própria não conheço. E se agora for o último momento em que tenho um bocadinho de infância em mim? Aterrorizo-me só de pensar.
Não quero sentir-me a mais. Não quero perder tudo o que me fez feliz. Continuo a lutar sem encontrar a solução... E se o problema for eu? E se não for eu?
Não, o problema sou eu, tudo o resto continua igual, as pessoas são felizes ou simplesmente iguais. O problema sou eu.
Talvez deva esquecer, passar à frente, esquecer que esta infância alguma vez existiu. Mas e se eu nunca mais conseguir voltar a ser feliz...
Não sei o que fazer, não sei o que pensar. Estou assustada e confusa. Mudei e não consigo viver com essa mudança. Apenas sinto que mereço a solidão e o desespero que estou a sentir agora, se calhar tudo vai fazer sentido um dia.
Até lá, espero não me perder ao ponto de não conseguir voltar.
À medida que as horas passam eu sinto estar a deixa-los cada vez mais atrás. Sinto-me deslocada da minha própria infância, sinto que cada vez me afasto mais desses momentos.
Já não sou a rapariga que era, e acho que acabei por me transformar num monstro, num monstro que eu própria não conheço. E se agora for o último momento em que tenho um bocadinho de infância em mim? Aterrorizo-me só de pensar.
Não quero sentir-me a mais. Não quero perder tudo o que me fez feliz. Continuo a lutar sem encontrar a solução... E se o problema for eu? E se não for eu?
Não, o problema sou eu, tudo o resto continua igual, as pessoas são felizes ou simplesmente iguais. O problema sou eu.
Talvez deva esquecer, passar à frente, esquecer que esta infância alguma vez existiu. Mas e se eu nunca mais conseguir voltar a ser feliz...
Não sei o que fazer, não sei o que pensar. Estou assustada e confusa. Mudei e não consigo viver com essa mudança. Apenas sinto que mereço a solidão e o desespero que estou a sentir agora, se calhar tudo vai fazer sentido um dia.
Até lá, espero não me perder ao ponto de não conseguir voltar.
08/07/2010
Any Other World
Sinto não pertencer a este mundo. A qual mundo pertencerei? Será que existe mesmo outros mundos? Diferentes de tudo aquilo que conhecemos, melhores, piores, iguais mas com mais cor, com piratas e fadas, princesas e rainhas, animais que falam, brinquedos que andam, plantas que comem, e tudo aquilo que possamos imaginar? Será que existe tal lugar?
Penso que sim, mas acho que não. Mas se não existe, porque motivo o imaginamos?
Imagino todos os dias como seria, poder trocar de mundo apenas com um estalar de dedos. Ser rainha quando acorda-se bem disposta, e uma bruxa má quando estava mal disposta, ser tudo aquilo que ao longo da vida sonhamos ser.
Mas se tal fosse possível, a vida tornar-se-ia fácil. Não faria sentido pensarmos nela, pois era tudo demasiado lógico para se pensar. Não tomaríamos as maiores decisões das nossas vidas. Seria isso assim tão mal? Viver de maneira simples? Afinal o que é viver...
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