03/12/2009

Não é fácil ser-se amigo


Não é fácil ver-te assim, não é fácil olhar para ti e saber que não estás bem, saber que a qualquer momento uma lágrima vai cair e tudo à tua volta vai parecer desmoronar. Não é fácil ser-se amigo, viver dependente de ti e depois quando te vejo assim não puder fazer nada. Para que é que eu sirvo afinal? Para ocupar espaço, para fazer número? Se quando realmente tu precisas de alguém tu afastas-me, tratas-me apenas como uma conhecia entre tantas outras, crias uma barreira que nem eu, lutando com todas as minhas forças consigo derrubar. Não é fácil viver assim, sem puder ajudar, sem ter alguma importância para a tua realidade.
Sinto que existem dois mundos em ti, o mundo onde eu e tu entramos e tudo é mais feliz e o mundo para onde me mandas sem qualquer tipo de explicação ou mesmo sem qualquer tipo de razão.
Em qual mundo devo ficar?
Talvez o mundo sem ti seja o melhor. Eu não te chateio, eu não me preocupo. É o caminho mais fácil, mas mesmo assim, será o que eu realmente quero seguir? Por favor diz-me, fala comigo, o que quer que seja que te faz ignorar a nossa “relação”, nós podemos combater isso…mas juntos.
Talvez assim eu queira e consiga começar a crescer para te fazer companhia nesse mundo onde andas perdido.

Mudança


Tenho medo da mudança, ela assusta-me como mais nada me assusta, faz-me pensar nas coisas que nunca iria pensar. Mas porque? Mudar é bom, é sinal que estamos a crescer. Será que também tenho medo de crescer? Será que não passo apenas de uma cobarde? Quero crescer, quero mudar, mas como?

Sem ti não faz sentido mudar, mas tu foste forte, tu mudaste, cresceste e deixaste me na minha infância. Estás feliz?

Acho que foi melhor assim, quero continuar imutável, pois sei que se crescer, se mudar, vou ter de te encarar. Não o consigo fazer, não agora. Foste e és demasiado importante.

Como faço, quero apenas esquecer. Quero ficar na ignorância que tanto aprecio, quero abstrair-me do mundo. Quero apenas aquele cantinho escuro no canto do meu armário, onde posso chorar sem ser criticada, onde posso pensar sem ser influenciada pelo mundo que nos rodeia, onde tudo o que faço não é importante e não irá alterar em nada a realidade.

Serei eu cobarde por querer ficar sozinha no meu armário?