Tao perfeito, o ideal. Já alguma vez pensaram como é encontrar essa pessoa? O quão raro é encontrar essa pessoa? E quando finalmente a escontrarmos o que devemos fazer? Apenas olhar? Dizer o que sentimos? Falar como se apenas fosse mais uma entre o mundo?
Nem sempre é fácil fazermos a escolha certa. Mas também, o que é afinal a escolha certa? É aquela que nos proporciona uma vida como tantas outras, aquela que nos mantém vivos? Não, para mim essa não é a escolha certa, para mim essa não passa da escolha fácil.
Para mim é fazer o que realmente queremos, essa é a escolha certa. É a escolha que leva tudo até aos seus limites, que faz os nossos corações bater mais depressa nem que seja só por uns segundos. Mas continuo sem saber o que fazer ao encontrar o ideal, o tal. É por isso mesmo que tudo na vida muda. Podemos não saber de certeza o que é certo e no entanto podemos escolher o certo. Se não for, levanto-me, penso na razão que me levou a escolher aquela opção entre tantas outras igualmente tentadoras, e se não encontrar nenhuma objecção, escolho-a outra e outra vez. A partir destas tentativas eu não pretendo ser masoquista, eu apenas vou finalmente saber se era o mundo que apenas ainda não estava preparado para a decisão certa ou se era eu que não estava preparada para ela. Se fosse culpa minha, eu encontraria o motivo e mudaria. Enquanto isso, apreciava cada momento das minhas más escolhas. Por isso pergunto, ideal, estás preparado para finalmente conheceres os limites da vida e a mim ou será preciso cair mais?